POLÍTICA / SEGUNDO A PF, ‘AMIGO’ EM PLANILHA DA ODEBRECHT ERA LULA

Despacho que indiciou o ex-ministro Antonio Palocci por corrupção passiva nesta segunda-feira 24 indica que o ex-presidente era o "amigo" apontado na planilha da Odebrecht; um saldo de R$ 23 milhões, que suspeita-se ser de propinas, está registrado em favor do "amigo"; R$ 8 milhões teriam sido pagos em 2012, "sob solicitação e coordenação de Palocci"
Segundo os investigadores da Operação Lava Jato, o apelido "Amigo", que consta numa planilha de pagamentos da Odebrecht, é o ex-presidente Lula.

A conclusão consta do despacho que indiciou o ex-ministro Antonio Palocci por corrupção passiva nesta segunda-feira 24, junto com outras cinco pessoas, entre elas o ex-presidente da empreiteira Marcelo Odebrecht.

A planilha registra um saldo de R$ 23 milhões, que suspeita-se ser de propinas, em favor do "amigo". Do total, R$ 8 milhões teriam sido pagos em 2012, "sob solicitação e coordenação de Palocci", e não se tem informações sobre os R$ 15 milhões restantes.

"Há respaldo probatório e coerência investigativa em se considerar que o 'AMIGO' das planilhas faça referência a Luiz Inácio Lula da Silva", diz o delegado Filipe Hille Pace, no documento.

A conclusão tem como base e-mails e mensagens de Marcelo Odebrecht fazem referência ao "Amigo de meu pai" e "Amigo de EO [Emílio Odebrecht]", ainda de acordo com o relatório da PF.

Leia mais na reportagem da Agência Brasil:
PF afirma que Marcelo Odebrecht usava codinomes para citar Lula

André Richter - A Polícia Federal suspeita que o empresário Marcelo Odebrecht, preso na Operação Lava Jato, usava os codinomes "amigo", amigo de meu pai" e "amigo de EO [Emílio Odebrecht, pai de Marcelo]" para se referir ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A afirmação está no relatório de indiciamento do ex-ministro Antônio Palocci, enviado hoje (24) ao juiz federal Sérgio Moro. De acordo com os investigadores, os codinomes eram usados por Odebrecht em conversas com terceiros.

Em um dos trechos do documento, a PF diz que a investigação das planilhas apreendidas revelou "que os pagamentos no total de R$ 8 milhões foram debitados do saldo da conta-corrente da propina que correspondia ao agente identificado pelo codinome de "amigo".

A PF diz no relatório que há "respaldo probatório e coerência investigativa em se considerar que o termo "amigo" faz referência à Lula.

O delegado Felipe Pace, responsável pelo inquérito sobre Palocci, afirmou no documento que a investigação sobre "a responsabilidade criminal do ex-presidente da República" não é feita pelo grupo de trabalho da Lava Jato, do qual ele faz parte, mas por outro delegado, Márcio Anselmo, que já investiga Lula.

"Luiz Inácio Lula da Silva era conhecido pelas alcunhas de "amigo de meu pai" e "amigo de EO", quando usada por Marcelo Bahia Odebrecht e, também, por "amigo de seu pai" e "amigo de EO", quando utilizada por interlocutores em conversar com Marcello Bahia Odebrecht", diz o relatório da PF.

Em nota, a defesa de Lula afirmou que os investigadores da Lava Jato não apresentam provas contra o ex-presidente e se baseiam em "convicção" e de achismos" para acusá-lo.

"A Lava Jato não apresentou qualquer prova que possa dar sustentação às acusações formuladas contra o ex-Presidente Lula. São, por isso, sem exceção, acusações frívolas, típicas do lawfare, ou seja, da manipulação das leis e dos procedimentos jurídicos para fins de perseguição política. Na falta de provas, usa-se da "convicção" e de achismos", afirmam os advogados.

Propina
No despacho em que Palocci foi indiciado, a PF afirmou que a empreiteira comandada por Marcelo Odebrecht tinha uma "verdadeira conta-corrente de propina" com o PT. Para os investigadores, a conta era gerida pelo ex-ministro.

Segundo os investigadores, os pagamentos ao ex-ministro eram feitos por meio do Setor de Operações Estruturadas da empreiteira, setor responsável pelo pagamento de propina a políticos, em troca de benefícios indevidos no governo federal. Por: Brasil 247
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