SÃO JOSÉ DO JACUÍPE / Servidores da educação de São José realizam manifestação contra a PEC 241

Uma sexta-feira, 11, marcada por diversas manifestações em todo o país em protesto a PEC 241, que congela as despesas do Governo Federal, com cifras corrigidas pela inflação, por até 20 anos. Com as contas no vermelho, o presidente Michel Temer vê na medida, considerada umas das maiores mudanças fiscais em décadas, uma saída para sinalizar a contenção do rombo nas contas públicas e tentar superar a crise econômica. O mecanismo enfrenta severas críticas da nova oposição, liderada pelo PT, pelo PSOL e pelo PCdoB, mas também vindas de parte dos especialistas, que veem na fórmula um freio no investimento em saúde e educação previstos na Constituição. O texto da emenda, que precisa ser aprovado em mais duas votações no Senado, também tem potencial para afetar a regra de reajuste do salário mínimo oficial.
Em São José do Jacuípe, cidade com população estimada em 2016 pelo IGBE – Instituto de Geografia e Estatística – de 10.735, o dia de paralisações foi marcado com realização de assembleia e manifestação pelas ruas da cidade, sob a coordenação da APLB Sindicato, com primeiro momento realizado na Câmara de Vereadores, com manifestação encerrada pelas ruas da cidade, com cartazes e mais protestos contra a PEC 241, chamada pela oposição de a PEC da morte.

Além de representantes da categoria, a assembleia contou com as participações da Diretora de Formação Sindical II: Hercia Azevedo da Silva, do Diretor Regional; do Diretor Regional Norte, Ahilton Ribeiro Rodrigues e do Diretor de Organização III: Noildo Gomes Nascimento.

Para os participantes do encontro, um dia de luta contra a votação da PEC 241, com processo já consolidado na Câmara dos Deputados, com votação agora  no Senado Federal através da PEC 55, processo esse que já registrou à  aprovação da CCJ - Comissão de Constituição, Justiça.

Ainda sobre o processo de votação da PEC 241, o plenário da Câmara dos Deputados concluiu a votação na madrugada de quarta-feira, 26 de outubro, depois de 14 horas de sessão.

Aprovado pela Câmara, o texto seguirá terá agora o análise dos Senadores e Senadoras, onde a expectativa de votação final em 13 de dezembro.

Por se tratar de uma alteração na Constituição, a proposta precisava ser aprovada por pelo menos três quintos dos deputados (308 dos 513).

No primeiro turno, a PEC foi aprovada com o apoio de 366 parlamentares, enquanto 111 haviam se posicionado contra o texto.

Por: www.arnaldosilvaradialista.com / Foto; Val Bahia
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