BRASIL / Jornalista pergunta a Moro quem vaza informações da Lava Jato para grande mídia

O juiz Moro ordenou condução coercitiva do blogueiro Eduardo Guimarães. E apreensão de "celulares, computadores e documentos". 
Há um ano Eduardo antecipou informação sobre condução coercitiva de Lula. 
Moro quer saber fontes do blogueiro. Saber se Eduardo conversou com Lula antes daquela coercitiva. Sigilo da fonte é garantia constitucional.
Moro investiga vazamento de informação. Ele poderia iniciar investigação por Curitiba e Brasília. A Lava Jato vaza há três anos. 
Revelação da Ombudsman da Folha: Lista do Janot teve conferencia reservada com vazamento de informações. Para vários jornalistas ao mesmo tempo. 
Gilmar Mendes fala desse fato no contexto "anulação de provas". Sem citar Gilmar, Janot rebate: "Mentira","decrepitude moral" e "desinteria verbal". 
A Lava Jato, enfim, chegou a todos. E, como vimos e se sabe, a carne é fraca. 
A Justiça Federal do Paraná diz que Eduardo Guimarães, editor do Blog da Cidadania há 12 anos, "não é jornalista". E que o blog faz "propaganda política". 
Em 2009 o Supremo decidiu: não é preciso diploma para ser jornalista. 
Lembremos: no Brasil de 5.570 municípios boa parte dos jornalistas assassinados não tem diploma.
Moro decide quem é ou deixa de ser jornalista? E quando o jornalismo endeusa juiz e procuradores?
E quando, em busca do vazamento-nosso-de-cada-dia, se evita criticar juiz e procuradores? Isso não se torna propaganda política? Vazar a favor pode? 
Há um ano Moro ordenou gravação de conversas de Lula. Dilma, que não era investigada, foi gravada. Gravação tornada duplamente ilegal ao ser vazada. 
À época Marco Aurélio, ministro do Supremo, disse sobre Moro:
-Ele simplesmente deixou de lado a lei, isso está escancarado. Essa divulgação de sigilo telefônico é crime.

Teori Zavasky cobrou
-Papel do juiz é resolver e não criar conflitos. Juiz (...) deve ter imparcialidade, prudência, discrição (...) e não se deixar contaminar pelos holofotes.
Meses depois, julgando representação contra Moro, o Tribunal da 4ª Região decidiu: a Lava Jato "traz problemas inéditos e exige soluções inéditas".
"Soluções" que, em nome da lei, contornam, desconhecem ou desobedecem a lei.

Por: www.youtube
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