SALVADOR / PISTAS: Meteorito se chocou na orla e fragmentos podem estar em Pituaçu, diz especialista

O fenômeno que aconteceu na cidade no último domingo (26/3), ainda rende muitas dúvidas entre os moradores de Salvador. Terremoto, trovoada e rompimento da barreira do som foram as alternativas mais levantadas pelas pessoas nas redes sociais, mas de acordo com Débora Rios, professora do Instituto de Geociências da Ufba, o que aconteceu foi a entrada de uma rocha espacial na nossa atmosfera.
Segundo as previsões, os relatos mais próximos ficam entre 6h45 e 7h da manhã. O ponto de fragmentação principal – local no qual o barulho foi mais forte e chegou a acordar as pessoas- , é entre Ondina e o Horto Florestal. Pessoas mais afastadas da cidade relataram também terem visto uma bola de fogo que também convergem nessa direção da direção “, comenta a professora.

A pesquisa para descrever o acontecimento ainda está em fase inicial, testemunhos estão sendo coletados através de um formulário disponível na internet para poder traçar um raio entre a explosão do meteorito e as possíveis direções que os fragmentos possam ter ido.

Os geólogos estão oferecendo dinheiro para quem encontrar fragmentos do meteorito em Salvador.

Os sons e possíveis tremores que ocorreram na manhã de domingo também são explicados a partir da entrada do bólido na atmosfera, que foi perdendo força e se fragmentou, gerando um som surdo que pode ser descrito como uma trovoada. Um avião entrando em velocidade supersônica também poderia ter causado o som escutado pelas pessoas, mas segundo a Aeronáutica nenhum teste com aviões deste tipo foram feitos na região. Os tremores sentidos podem ser explicados por meio da onda de choque que se constitui através da fragmentação do meteorito que desloca o ar ao redor, causando trepidações em portas e janelas.

Temos algumas regiões da cidade em que as pessoas descrevem terem ouvido um baque surdo [barulho em que o fragmento faz quando bate no chão], como se um caminhão tivesse virado. É possível que nessas áreas sejam as mais prováveis de estarem os fragmentos”.
Objetos desse tipo caem o tempo todo na nossa atmosfera, segundo a pesquisadora, porém em tamanho reduzidos e geralmente no oceano. A maioria dos meteoritos encontrados na Terra foram achados em zonas de deserto ou na Antártida que são locais mais fáceis de distinguir estas rochas. A coleção brasileira tem 70 espécimes registradas, cinco destas achadas na Bahia. O mais recente foi encontrado no município de Vicência, em Pernambuco. Se os fragmentos do meteorito forem encontrados, ele pode levar o nome de Meteorito Salvador.

A professora faz dois apelos para que as pessoas revisem as câmeras de segurança no horário que aconteceu para se ter imagens da passagem do meteorito pela cidade e que elas estejam atentas se encontrarem rochas diferentes com aparência externa escura, lisa e magnética. O Instituto de Geociências da Universidade Federal da Bahia criou um formulário e um e-mail (salvadormeteorito@gmail.com) para auxiliar na pesquisa do fenômeno de domingo.

Por: www.aratuonline.com.br / Foto: Reprodução
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