ESPORTE / UNIDOS: Diretorias de Bahia e Vitória se mostram contrárias à proposta de torcida única no clássico Ba-Vi

O Esporte Clube Vitória vem a público declarar que não acredita que a torcida única seja a melhor solução para combater a violência. O clube vem caminhando em direção oposta ao concentrar esforços em promover a paz nos estádios para, justamente, resgatar a cultura de uma torcida mista.
A experiência no Ba-Vi do último domingo (9) teve considerável aderência, revelando que, de fato, havia uma grande carência deste tipo de torcida, e comprovando que trata-se de um hábito saudável de grande importância na valoração do esporte junto aos torcedores. Não houve registros de confusões nas arquibancadas ou qualquer tipo de transtorno.

A torcida única priva o torcedor de bem de comparecer ao estádio pra ver o seu time do coração. Acreditamos que isto depõe contra o processo de popularização e democratização do futebol enquanto modalidade esportiva e opção de lazer. O esporte, como um todo, deve ser sempre agregador, e toda e qualquer campanha deve ser neste sentido.

Lamentamos os episódios de violência fora do estádio e manifestamos profundo pesar pelo falecimento do jovem torcedor do Esporte Clube Bahia, Carlos Henrique Santos de Deus, vítima desta violência nas ruas. Que haja uma investigação rigorosa, para que os culpados sejam identificados, julgados e condenados, como deve ser todo criminoso.

Já a diretoria do Bahia “lamenta proposta e presta solidariedade”.

Confira o texto:
O Esporte Clube Bahia, respeitosamente, vem a público lamentar as declarações do promotor Olímpio Campinho que vê em torcida única uma solução para o futebol baiano.

O problema não está no esporte, mas nas crises de segurança pública, educação e desemprego. O poder público, historicamente, tem dificuldades para cumprir seu papel. De fato não é fácil.

O Brasil tem muitos policiais e professores que são heróis. Doam-se pela sociedade, trabalham em condições difíceis e, por vezes, são injustamente criticados.

A vida precisa de bons exemplos. Não de muros. Por isso, o EC Bahia trabalha a responsabilidade social com as Obras Sociais Irmã Dulce e agora busca trabalho conjunto com a Unicef.

A festiva volta da torcida mista no clássico Ba-Vi do último domingo (9) também mostra que os bons cidadãos querem retornar aos estádios, às ruas e a viver sem medo.

Ninguém tem o direito de trancafiar milhões de apaixonados em casa. Que julguem e prendam os criminosos.

O EC Bahia se solidariza à família do jovem tricolor Carlos Henrique Santos de Deus, após a partida, fora do estádio. Mais uma vítima de um Brasil maltratado, violento e que precisa de bons exemplos.

Por: aratuonline.com.br
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