CAPIM GROSSO / Katanika da empresa 'Katanika Tur' tem carro roubado. “Fiquei duas horas no mato na mira de uma pistola”

O empresário Katanika, da empresa Katanika Tur, foi alvo de bandidos na noite dessa terça-feira, 16 de novembro, quando passava nas Cabaças, entroncamento de acesso para a cidade Valente. “Sair de Feira de Santana, por volta das 18h, passei em Riachão do Jacuipe, fiz um lanche, ao passar pelas cabaças me deparei com um carro com faróis apagados e duas lanternas iluminando meu carro, ao diminuir a velocidade, achando que seria a polícia, os caras já foram dizendo: encosta, encosta”.
Cidade de Capim Grosso (BA) / Foto: Val Bahia
O carro, um veículo preto, estavam quatro homens armados e as próximas horas de muita tensão e medo. “Dois entraram no meu carro, me levando para uma estrada de terra a 2 km do local, lá eu fiquei acompanhado de um dos elementos armado durante 2h, chegando ainda a me amarrar com uma fita, em determinado momento pedi para tirar as mãos da cabeça, por estar me sentido cansado, foi quando ouvir o cara dizer, baixe e coloque entre as pernas. Mais tarde os caras voltaram, eu pedir para liberar meus documentos, eles liberaram, disseram ainda que não era para registar queixa, que iam tirar minha foto e foram embora com a luz em minha direção, foi quando o foco de luz desapareceu e eu comecei através de uma cerca de arame a cortar a fita, com uso também dos dentes. Solto, sair em direção a Nova Fátima, assustado, com medo dos caras retornarem fui para a pista e comecei a chamar atenção das pessoas, até que surgiu uma ambulância, por muito insistir o motorista parou, fui em direção ao carro, era Kel de Itatiaia, foi aí que o coração aliviou. Quando cheguei em casa era meia noite, cansado e agradecido a Deus por estar vivo, porque na hora que eu fiquei no mato de costas para o cara, eu só pensava que ele ia me atirar”.

Outro ponto narrado por Katanika foi em relação a abordagem. “Certamente os caras estavam na moita, porque surgiram de vez com os faróis apagados fazendo uso de duas lanternas. Ao entrar no carro perguntaram se eu era polícia, me chamando o tempo todo de coroa. Bora coroa! Bora coroa! Vamos usar seu carro para uma parada, depois a gente abandona por aí”, contou Katanika, com o rosto tenso depois de passar por uma prova de fogo, no país que o estado finge de fazer segurança e o povo finge que acreditar que temos segurança. “Ah, também me perguntaram se o carro tinha rastreador, eu disse que não, alertando apenas que a gasolina ia acabar. Ao me deixar no mato seguiram sentido Nova Fátima, certamente para abastecer o veículo e esconder em algum lugar da região”.

Outra informação passada por Katanika é que nas últimas horas cinco carros foram roubados na região, o que dá a entender que alguma parada pesada está sendo articulada pela quadrilha, que levou o ECO SPORT de Katanika, cor preto, placa OKN – 1872, licença de Feira de Santana, ano 2012/2013. “Essa foi a segunda viagem que eu fiz com o carro”, relatou o empresário.

A queixa do roubo foi prestada no município de Gavião, bem como na PRF – polícia Rodoviária Federal em Capim Grosso.

Por: Arnaldo Silva
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