FIQUE SABENDO! / Vazam os documentos e provas de Tacla Durán contra compadre de Moro

No ponto mais explosivo até agora de seu depoimento, o advogado Tacla Duran, que atuava para a Odebrecht, disse que Carlos Zucolotto, padrinho de casamento do juiz Sergio Moro, ofereceu a ele um desconto de US$ 10 milhões na multa que ele pagaria à Justiça, desde que fosse fechado um acordo para que os US$ 5 milhões do valor final fossem pagos "por fora"; "Percebi que as preocupações eram estritamente financeiras", relatou, sobre sua conversa com Zucolotto, por meio de mensagens, que foram enviadas à perícia da CPMI; "O valor seria para ele e para quem estava ajudando ele", acrescentou; em outro momento, o advogado disse que Zucolotto "confirmou que tinha" proximidade com a força-tarefa
"Percebi que as preocupações eram estritamente financeiras", disse Tacla Duran, relatando que, numa conversa por meio de mensagens com o advogado que negociava seu acordo de delação premiada, ele recebeu a oferta de redução da multa. A conversa foi encaminhada à perícia da CPMI.

"Recebi uma minuta do Ministério Público (sobre o acordo de delação) que constava que o valor seria reduzido para um terço, mas que eu pagasse os US$ 5 milhões para uma conta de Andorra. A procuradoria sempre soube que eu não tinha dinheiro em Andorra. Ou seja, era juridicamente impossível descontar de uma conta minha em Andorra. Então era fato que o que seria pago seriam US$ 5 milhões, não US$ 15 milhões", disse Tacla Duran.

Neste momento, o deputado Wadih Damous (PT-RJ) lhe perguntou sobre uma reportagem publicada pela jornalista Monica Bergamo, na Folha de S.Paulo, em que ele denunciava ter recebido proposta para que fizesse pagamento "por fora". "A matéria da Folha falava em 'pagamento por fora'. É isso?", questionou Damous. "É isso", respondeu Tacla Duran.

"Eu não aceitei porque me senti constrangido. O valor seria para ele e para quem estava ajudando ele. E seria pago em troca da atuação dele no caso", completou o advogado. Questionado, ele disse que não sabia quem era a pessoa que estava ajudando Zucolotto.

Tacla Duran não chegou a firmar o acordo de delação premiada. Em outro momento do depoimento, em resposta aos questionamentos do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), ele disse que Zucolotto "confirmou que tinha" proximidade com a força-tarefa da Lava Jato.

O advogado é acusado pela Lava Jato por ter operado offshores criadas pelo "departamento de propina da Odebrecht". Ele chegou a ser preso em novembro de 2016, quando já morava na Espanha, mas foi solto em janeiro deste ano. Moro já afirmou que as acusações de Tacla Duran contra Zucolotto têm como objetivo atingi-lo e o considera um "foragido da Justiça brasileira".

Por: brasil247
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