POLÍTICA / Em entrevista, Bolsonaro diz que indicará Moro para o STF ou Ministério da Justiça

Um dia após ser eleito próximo presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL) concedeu uma entrevista exclusiva para a Rede Record.
REUTERS / Ricardo Moraes/Pool
Ao ser perguntado pelo repórter quem Bolsonaro pretende indicar para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o futuro presidente mencionou o nome de Sérgio Moro.

"Eu pretendo não só para o Supremo como também para o Ministério da Justiça. Preciso saber se há interesse da parte dele. Com toda certeza será uma pessoa de extrema importância em um governo como o nosso", disse.

Estatuto do Desarmamento e porte de arma de fogo
Ao falar sobre as medidas que tomará em seu governo, Bolsonaro disse que vai flexibilizar o Estatuto do Desarmamento.

"A orientação nossa é que efetiva necessidade é o próprio estado de violência do Brasil. Nós estamos em guerra. O que queremos mexer na lei é diminuir de 25 para 21 anos de idade e mais ainda dar o porte definitivo para o cidadão. Nós não podemos ter que de 3 em 3 anos rever o porte de arma do cidadão. Nos não podemos criar um encargo para quem quer ter arma dentro da sua casa para defender a integridade da sua família", afirmou.

Além da mudança do Estatuto do Desarmamento, Bolsonaro disse que também vai flexibilizar o porte de arma e quem matar ao reagir a um crime não será punido. 

"O porte de arma de fogo tem que ser flexibilizado também. Você casa isso com o excludente de ilicitude, o tiro em defesa da vida própria, e pode ter certeza que a bandidagem vai diminuir. Um caminhoneiro armado que reagir quando alguém estiver furtando seu estepe, vai dar um exemplo para a bandidagem que ele atirou, o elemento foi abatido em legitima defesa e ele vai responder, mas não vai ter punição. Isso vai diminuir a violência no Brasil com toda certeza", disparou.

Direitos de minorias e movimentos sociais
Ao falar sobre o direito de minorias, Bolsonaro questionou a existência delas e disse que todos serão tratados iguais.

"Qual o direito de tais minorias? Todos nós somos iguais. Não podemos pegar certas minorias e achar que elas têm superpoderes e são diferentes das demais", comentou.

Bolsonaro manteve o tom da campanha e disse que movimentos sociais que invadirem propriedades serão "tipificados na lei anti-terrorismo".

"Temos que ter uma legislação bastante dura, qualquer invasão seja pelo MST ou MTST tem que ser tipificada por terrorismo. (…) Movimento social que invade e depreda não tem que se conversar com ele. Hoje em dia um fazendeiro vive aterrorizado. Por isso que eu quero armar o fazendeiro", afirmou.

Política externa e Mercosul
Bolsonaro também repercutiu a declaração do seu futuro ministro da Fazenda, Paulo Guedes, que disse que o Mercosul não sera prioridade no futuro governo.

"O Mercosul tem sua importância, mas está supervalorizado. Foi bem gestado lá atrás, mas na gestão do PT foi super ideologizado".

O futuro presidente defendeu a saída imediata da Venezuela do bloco, mas descartou uma intervenção militar no país vizinho neste momento.

"Da nossa parte não existe isso daí, o Brasil sempre vai buscar a via pacífica para resolver esses problemas".

Ainda neste ano, Bolsonaro disse que irá aos Estados Unidos junto de sua equipe para conversar com o presidente Donald Trump sobre comércio bilateral e sobre a área de defesa.

"Foi uma conversa um pouco mais demorada, mas vamos aprofundar essa conversa com um futuro contato. Com toda certeza pretendo ir aos Estados Unidos no corrente ano e levarei a minha equipe: meu vice-presidente General Mourão e o Coronel João Heleno para que a pauta militar fique com eles, mas para a área comercial irá o Paulo Guedes. Nós temos muito que ampliar o nosso comércio sem desmerecer o comércio com outros países do mundo".

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Por: sputniknews
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